Mais que Linguagem

“…depois pede perdão pela traição da linguagem”

do início de tudo. Setembro 16, 2008

Arquivado em: Fatos, Verdade — Talita @ 5:45 pm
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No 8290º dia ela não tinha mais onde se apoiar.

E viu Deus que isso era bom.

 

Caixa de promessas Julho 18, 2008

Arquivado em: Verdade — Talita @ 12:04 am
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É.

Apesar de todas minhas inadequadações, falta de simetria e incoerências, Ele teima em assegurar que:

 

E tenham a fé como escudo… Julho 15, 2008

Arquivado em: Verdade — Talita @ 9:54 pm
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…contra a tristeza, contra o medo, contra a ansiedade.

contra a baixa auto-estima, contra a auto-comiseração, contra a insegurança.
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E tenham a fé como escudo contra a falta de Esperança.

“E tenham a fé de Deus como escudo contra os dardos inflamados do maligno”

 

Mais que linguagem Julho 8, 2008

Arquivado em: Verdade — Talita @ 2:48 am
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… me enchi de calafrios quando do entendimento só ficou a dúvida.

Quanto mais eu busco enquadrar a Verdade, mais obtusa ela fica. Leio, releio. Busco códigos plausíveis para minha retina. Pouca coisa faz sentido. E o calafrio já me corroí por dentro.

A Verdade extrapola meus sentidos e razão. Tira de mim a potência. E me coloca no meu devido lugar - longe do volante. Mas, eu já não me aguento de tanta imprevibisilidade. Preciso entender. Preciso humanizar a Verdade. Fazê-la linguagem.

Linguagem. Este jeito nosso de organizar o mundo. Dominá-lo.

Com a Verdade não dá. Ela ultrapassa minha mente, meus códigos, minha linguagem.

A Verdade é. Ponto.

Diante Dela, minha humanidade e minha vontade de enquadrá-la se desfaz. Fica só a fé. A certeza de que apesar de não caber na minha retina e na minha linguagem, a Verdade é. E diante Dela, eu tenho que me prostrar.
***

http://www.flickr.com/photos/altus/304088457/

http://www.flickr.com/photos/altus/304088457/

Custou para eu tomar coragem e criar este espaço. Puxa vergonha que dá colocar-se em meio à uma porção de holofotes. Mas, se Davi não tivesse rasgado a alma dele em palavras, talvez não teríamos provas tão contudentes de que a base do relacionamento com Deus é feita de nua sinceridade. Talvez não entenderíamos tão bem a doçura da Graça. E ainda nos enrolaríamos em pomposos cerimoniais para atrair os ouvidos e olhos Divinos.

Ainda bem que Davi não teve vergonha.

Seguindo o exemplo dele, colocarei aqui trechos dealguns de meus clamores guardados nos meus confidenciais diários de oração. Boa parte deles foram escritos há milhares de anos atrás, mas ainda fazem um sentido incrível para o meu hoje. Outros, viraram história, se firmaram como Verdade para mim. Enfim.

Espero que eu emudeça, e que a Verdade ultrapasse a linguagem neste espaço.

 

ABAIXO POSTS PUBLICADOS ENTRE FIM DE 2005 E INICIO DE 2007 Julho 8, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Talita @ 12:56 am

Publicados em Momento Epifânico.

 

Quando o sol de cada manhã é sempre o mesmo Janeiro 24, 2007

Arquivado em: Filmes — Talita @ 2:01 pm
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Quem vê Dave Spritz (Nicolas Cage) como homem do tempo pode supor que a vida dele está entre as melhores. O sorriso de orelha a orelha. O olhar descansado de quem trabalha apenas duas horas por dia. O gordo salário. A fama. A lista de privilégios sonhada por todas pessoas é desfrutada por Spritz. Contudo, ele não é feliz.
Sua família não vai nada bem. Divorciado da mulher, Spritz não consegue construir um diálogo plausível com ninguém. Movido por uma inércia perturbardora, assiste com ações nada normais o desmoronamento das relações com quem mais ama.Após um verdadeiro chacoalhão do pai, o apresentador da previsão do tempo percebe o abismo em que está entrando.
Mas, acostumado a ter tudo pronto no teleprompter, ao invés de criar ou buscar as próprias soluções para os conflitos que vive, apenas copia as fórmulas pensadas por outros. Terapia coletiva com a mulher. Cursos de arco e flecha para aproximar-se da filha. Reuniões da empresa para retormar os laços com a família. Segue a risca um roteiro pré estabelecido pelo senso comum.
Como muitos de nós, as vezes mesmo em medidas homeopáticas, Spritz é fruto de uma sociedade que preza pelo enlatado, pelo fast food. Uma sociedade que, como instrumento de controle, fabrica pensamentos prontos, fáceis de ser consumidos:

Peça o número 3. Sua fome será saciada.
Siga os 7 passos para o sucesso. Serás bem sucedido.
Compre na esquina mais próxima o manual de sobrevivência. Você vai viver.

Acostumadas a buscar as soluções nas prateleiras, a humanidade pisoteia sua criatividade. E, nesta esteira, passa a levar a vida mediocremente. Sem alternativas, assume o discurso das entrelinhas do sistema:Não pense.Não seja você.Seja apenas mais um produto feito em série.É incômodo assistir as posturas de Spritz. Mas, desse incomodo é importante que a indagação fique - o quanto será que temos dele dentro de nós?


 

Outubro 4, 2006

Arquivado em: Fatos — Talita @ 5:42 pm
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UNITED

Foi um sábado (23/09) desses em que não voltei para americana. O molho de tomate sujou minha blusa branca. E a fila estava enorme. Mas, as músicas gargalhavam em nossos lábios e corpo. E o quase dia na fila ficou divertido. (e como!)
O tempo fechou, e a chuva decidiu comparecer ao show também. Gelada e Torrencialmente. Contudo, a geração que canta por causa da misericórdia Dele decidiu intervir com seu clamor. E a chuva teve que (em cerca de dez minutos) sair pela porta dos fundos. Regozijo.
O gramado molhado. As pernas latejando. Verdadeiros muros humanos ao meu redor. E as luzes do palco como únicos objetos visíveis. Mas, novamente a música gargalhava nos lábios, braços, pernas, que apesar de doloridas não resistiram ao ritmo da gratidão.
Cópias em punho.We stand na garganta. Os muros humanos juntaram-se ao som da nossa voz. Grito de guerra da bel ecoado no estádio. “ão ão …..bota o telão”
De repente, meus pés se desligaram do chão.Alçada sobre a multidão, avistei o mundo e o palco. Alguns segundos, maior que todos. (pois é, as roomies são legais)
Aí, parte da Família que vive na terra dos cangurus, do outro lado do mundo, colocaram guitarras, baterias, corpo, voz e multidão pra louvar. Rompendo muros humanos, migramos para a frente. Palco na retina. Música nos poros. Pés e corações palpitavam harmonicamente. Uma chuva mais discreta escorria nos dedos levantados em sinal de entrega. Gratidão. Certeza de que não há ninguém como Ele. E as coisas dentro de todos nós, gargalhavam.

Quando a música esmorece E o resto desaparece
Simplesmente a Ti me achego Ansiando oferecer algo de valor Pra abençoar Teu coração

Mais que uma canção eu Te darei
Pois apenas uma canção não é o que queres de mim
Mais profundo busca Senhor Do que os olhos podem ver

queres meu coração
Estou voltando a essência da adoração E a essência és Tu, a essência és Tu Jesus Oh me perdoa pelo que eu fiz dela
Quando a essência és Tu

Jesus Rei de imensurável valor, ninguém pode expressar O quanto És digno Embora eu seja pobre e fraco

tudo que tenho é Teu Cada fôlego meu

 

Setembro 13, 2006

Arquivado em: Fatos — Talita @ 4:54 pm
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Tia: Gu, quantos anos Deus tem?
Gu: Deus? Hmmmmm.(olhos baixo e sem graça pela falta de resposta na ponta da língua) Olha, tia, Deus eu não sei não. Mas, Jesus tem 2006 anos!
***
Talita: Gu, vc sabe o que é a Páscoa?
Gu (enfático): É a ressurreição de Cristo!!!
Talita (outra tentantiva): Ah, mas vc sabe que para os judeus a Páscoa é diferente?
Gu: Sei sim. É que eles não acreditam que o Jesus que veio é o Jesus de verdade. Tanto que o calendário deles tá no ano 5 mil e pouco.
(Pois é…)
***
Tayza: Sabe Talita, ás vezes eu fico pensando - se a gente ficar bem quietinho assim de madrugada, e confiar, a gente ouve Deus falar!
***
Tem coisa mais incrivel do que criança?

TAysa em São Paulo. Gu em Americana. 8 e 9 anos respectivamente. Inteligência e graciosidade do tamanho do mundo que me fazem rir e acreditar que o futuro conta com boas mãos.

 

Setembro 13, 2006

Arquivado em: Fatos — Talita @ 4:32 pm

Sempre foi assim. Sempre será. Paulo VI como meio de transporte mais viável para certas (e pão duras) manhãs de segunda. Olhos perdidos e omissos em meio a devassa imensidão da metrópole.
Cena 1
Olhares disputados por pomposos trajes de noiva e os discursos feitos em pixações nas fachadas dos prédios. Concreto e lixo. Pombos e humanos duelando algumas e esparsas migalhas. Vida e não vida - de mãos dadas.
Cena 2
O passaro lá longe toca com as asas o algodão do céu. A moça de scarpan tenta alcançar as nuvens com o nariz. A multidão de garis esconde as evidências do outro lado.
Cena 3
A mulher-placa é quase pisada pelo garoto com a camiseta do CCP ( Partido Comunista da China). Cabelo cheio de gel e andar de galã. Mas, comunista.

 

Agosto 30, 2006

Arquivado em: Papo — Talita @ 1:46 pm

A delicada música embala. O frio aquece. Quando dei por mim estava assim. Sem tempestades. Sem ventanias. Sem furacões em copos de papel.
Antes. Tomada pela Paz. Embriagada pelo Amor. Pois descobri o sentido de mim em Você. Descobri em Você o meu rumo. O meu norte. A minha Paz. O meu Amor.
Há tempos andava assim. Correndo de um lado para outro. Freneticamente. Por vezes, na contramão. Sem ter para onde ir. Corria.
Ah. Mas, aí. Aí, Você apareceu. E, me envolveu preencheu completou norteou.
Tomada pela Paz. Embriagada pelo Amor. Eu vou. Sigo. Ando. Canto. Vivo.
Tudo faz sentido. As notas. Os compassos. As folhas.
Tudo expressa a Sua essência. Tudo aponta que sou foco do Seu amor.
E eu ando. E eu vivo. E eu sou. Tomada pela paz. Embriagada pelo Amor. A delicada música embala. O frio aquece. E, em Você, eu vivo.
***
Só queria ser mais profunda. Queria deixar que em meus dedos escorresse aquilo que dança aqui dentro. Aquilo que me inunda de tal forma, que…
***
Trust in the Lord with all your heart Lean not on your own understanding In all of your ways acknowledge Him And He will make your paths straight Don’t worry about about tomorrow He’s got it under control Just trust in the Lord with all of your heart And He will carry you through Lord, sometimes it gets so tough To keep my eyes on You When things are going rough But then I turn my eyes up to the sky And I hear Your voice it says to me You have much trouble in this world I have overcome
Trust - Sixpence None the Richer - The Best Of Sixpence None the Richer