Mais que Linguagem

Vamos “cabanar” no carnaval?

Fevereiro 20, 2009 · 7 Comentários

A CABANA (Willian Young;tradução de Alves Calado; Sextante; 240 pág; R$ 24,90)

A CABANA (Willian Young;tradução de Alves Calado; Sextante; 240 pág; R$ 24,90)

Na minha bagagem para o Carnaval estão Crime e Castigo e o best-seller o Caçador de pipas (que há milhares de meses estou para ler). Mas, mudança de planos. Carnaval 2009 virá com o A Cabana, do canadense Willian Young.

Líder da lista de mais vendidos da VEJA em 2008, A Cabana (incrivelmente) é um livro cristão. Conta a história de um pai que, após perder a filha de uma maneira ultra trágica, refugia-se em uma cabana e lá encontra Deus, o Espírito Santo e Jesus. Face a face. De um jeito bem melhor que Moisés.

O problema (ou não) é que Young descreve a trindade com características bem atípicas. Deus é uma gorda cozinheira negra, o Espírito Santo, uma chinesa, e Jesus, um cara do Oriente Médio que vive tirando sarro do próprio nariz.

Alguns membros da comunidade cristã se arrepiaram com essa ideia. “Mas que heresia absurda”, devem ter comentado naquelas rodinhas de críticos que sempre penduram depois do culto. Outros, por sua vez, viram no livro uma ótima chance para desmitificar o Evangelho e o relacionamento com Deus. Tanto que uma amiga o sugeriu como um bom presente para o amigo secreto do meu trabalho.

Bem, há mais de dois meses o A cabana está brilhando intocável em um dos armários da minha casa de Americana. Hoje, depois de ver uma entrevista com o autor no site Cristianismo Criativo achei que chegou a hora de lê-lo e tirar minhas próprias conclusões.

Na entrevista, de pouco mais de 7 minutos, Young fala que escreveu o livro à pedido da esposa. O objetivo era presentear os filhos no natal de 2005. A obra não ficou impressa a tempo por falta de recursos financeiros. Algum tempo depois, 15 familiares e amigos receberam uma cópia.

Envolvidos com a história, eles iniciaram uma espécie de corrente de leitura do livro. Emprestavam seus exemplares para amigos, que emprestavam para outros, que etecétera. Pouco tempo depois, a caixa postal eletrônica de Young estava abarrotada de parabenizações.

Mesmo assim, editoras cristãs recusavam publicar o livro. Motivo? Herético demais. Já as editoras seculares o achavam cristocentrico demais. Os amigos de Young, então, decidiram criar uma editora só para este fim. E, pronto, meses depois, A cabana tornou-se um best-seller.

Se eu conseguir driblar minha falta de disciplina, semana que vem escrevo um post sobre o livro. Mas, se você já leu ou ouviu falar, por favor, fale sobre isso nos comentários abaixo! ;-)

Categorias: Literatura

7 respostas Até agora ↓

  • vitinhocarvalho // Fevereiro 20, 2009 às 18:18 | Responder

    Só ouvi falar, não li, confesso que tenho receio em ler best sellers. Não ouvi falar bem, mas os que me contaram são mais preconceituosos em relação aos best sellers do que eu. Vou esperar sua opinião sobre o livro.

  • Talita // Fevereiro 20, 2009 às 21:47 | Responder

    Vc acabou me motivando, menino. Vamos ver se o seu preconceito com o livro acaba ou aumenta após minha leitura! ;)

  • Bartira // Fevereiro 21, 2009 às 5:33 | Responder

    O livro está na lista de indicados pelo Pr. Ricardo Gondim, o que me faz pensar que talvez ele possa ser de fato interessante. Porém, também não consegui vencer certos preconceitos…

  • Maria Carolina // Fevereiro 24, 2009 às 0:07 | Responder

    Olha, não sei pq há tantos preconceitos com os bestsellers. Acho q deveriamos ler e reter o que for bom, agora se não há nd de bom nele(s) paciencia… o fato de estar na lista de livros indicados pelo Pr. Ricardo Godim tbm é algo a se pensar (acredito q ele não recomendaria qq coisa). Ah… ainda n li. e nem tinha ouvido falar no livro, mas acho q a parte q mais chamou minha atençao e vontade de lê-lo foi o fato do Espírito Santo ser um chinês! =)

  • Maria Carolina // Fevereiro 24, 2009 às 0:08 | Responder

    eu errei… uma chinesa! (melhor ainda)

  • finalmente, cabanei « Mais que Linguagem // Fevereiro 26, 2009 às 11:27 | Responder

    [...] Vamos “cabanar” no carnaval? [...]

  • Iara Aparecida Freitas // Abril 22, 2009 às 21:26 | Responder

    Eu li, e estou recomendando, chegou as minhas mãos através de um casal de amigos que emprestou para o meu filho. Como todos os livros que vc lê, retire o que é bom e que pode fazer a diferença na sua vida. Como pode ser ruim um livro que fala de amor, perdão, da simplicidade da vida e de como as pessoas complicam tudo. Pretendo comprá-lo inclusive para deixá-lo como livro de cabeceira.

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