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finalmente, cabanei

Fevereiro 26, 2009 · 2 Comentários

Ainda farei um post sobre a joaninha que aparece no livro. Vai ser viajado. Mas, farei.

Ainda farei um post sobre a joaninha que aparece no livro. Vai ser viajado. Mas, farei.

Pronto. Acabei. E, apesar de todos os poréns de um best-seller, confesso: gostei.

A Cabana é um daqueles livros que você consegue ler, assim, de um fôlego só. Devo ter levado apenas algumas poucas horas do meu sábado e domingo para devorá-lo. A narrativa (tipicamente americana) palpita no ritmo de Hollywood. Completamente visual. Fatalmente, você tem a sensação de que foi transportado pra diante de alguma tela de cinema.

Por isso, Bartira, Vitor e todos os outros viciados em obras de arte literárias, não abram A Cabana com a mesma expectativa com que se abre um livro do Guimarães, Saramago e companhia. O texto de  Willian Young é simples. Leve. Beirando a literatura menor (se é que isso existe).

Mas, o conteúdo… ahhh, o conteúdo. Sabe aquelas questões comuns a todos que já cruzaram pela fé cristã? O mistério da trindade. Deus versus sofrimento. Características divinas. Relacionamento do imortal com o Eterno. Religiosidade. Nós diante de tudo isso…

Pois bem. Tudo isso foi colocado lá na boca de Elousia, ou melhor, Papai. Ou, de Sarayu ou de Jesus. E, apesar da simplicidade, é tudo tão bonitinho. Doce sensação de conversa com Deus.

Tudo bem que há alguns pontos discordantes com muitos dogmas por aí aceitos. Mas… nada que faça o conjunto perder valor. Em uma frase, A Cabana pode ser resumida assim:

Deus estava apaixonado, e o universo é o elaborado presente de um amante que não tem qualquer inclinação de esconder a sua paixão. [extraído de A Bacia das Almas]

Bem. Sim. Eu recomendo.

Leia mais sobre A cabana em “Vamos cabanar no Carnaval?

Categorias: Literatura
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