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Vai ser sábado, minha gente – a parte engajada da população global colocará a mão no interruptor e ficará no escuro por sessenta minutos. Ficou com medo? Não fique não, meu bem. È por uma boa causa. Prometo.
A Hora do Planeta, como a iniciativa foi batizada, começou há dois anos, em um 31 de março, na principal cidade da Austrália. Os 2,2 milhões de habitantes de Sidney apagaram suas luzes como forma de apoiar a luta pela preservação do meio ambiente. Neste ano, o Brasil também se junta aos outros países. São Paulo e Americana (!!!) estão na lista de cidades que ficarão no breu por uma hora.
Ok, de fato, isso não irá mudar radicalmente o curso da história ambiental do planeta. Mas, obviamente, vale a intenção. E muito.
No início da semana, a NASA divulgou uma simulação de como será a superfície terrestre no ano de 2065. O dado é, no mínimo, assustador. Pelo estudo, cerca de dois terços (isso mesmo, 2/3) da camada de ozônio terão sumido devido a emissão de CFC (clorofluorcarboneto), composto orgânico presente em gases para refrigeração e aerossóis. O que isso pode significar? Dizem em algumas matérias por aí que, nessas condições, se uma pessoa ficar sob os raios solares por apenas cinco minutos ganhará um bronzeado charmosão, mas queimaduras graves nada bonitas.
Se você lê o Novo Testamento com regularidade, vai lembrar do imperativo “Seja luz do mundo”. Ponto. Geralmente, dessa premissa básica à todo cristão vem uma porção de atribuições extremamente metafísicas e nada práticas.
Mas, em suma, ser luz é fazer a diferença. Ponto. Mas, não só moralmente falando. Ser luz é andar na contramão do sistema, em todos os aspectos. E isso, obviamente, inclui responsabilidade com o meio ambiente.
Embora não faça uma diferença imensa no resultado final, mas, dadas as condições terrestres, apagar o interruptor às 20h30 do sábado será uma ótima oportunidade para ser luz do mundo. Concorda?
Meninas (e meninos também), em breve a telona vai ser pequena (para usar uma expressão da emissora do plimplim) para abrigar um trio de … bons atores (e, diga-se de passagem, bonitões) interpretando um tema ultra mega bombástico. OK, me senti a Sonia Abrão agora. Mas, continuemos …
Ben Affleck, Kevin Costner e (um outro que esqueci o nome )Tommy Lee Jones começam a gravar na próxima semana o longa metragem “The Company Man” (Os homens da empresa, tradução livre). O filme, de produção independente, irá personificar os impactos da crise econômica mundial por meio da história de um milionário que perde tudo ao ser demitido.
Bem. Para quem sabe da crise apenas de ouvir falar, é legal dar uma olhada em alguns vídeos do G1, matérias da folha e no site da info (hehehe). Mas, em resumo bem prático, ela começou com uma série de calotes no sistema imobiliário estadunidense. Por uma porção de motivos, os bancos facilitaram os empréstimos. Muita gente não pôde pagar e…
… e o mundo acabou nisso que estamos hoje O FMI (Fundo Monetário Internacional, aquele que a gente não engole desde cedo) prevê crescimento de apenas 0,5 % e m 2009. Para o orgão, índices de crescimento menores que 3 % indicam recessão. Ih, pois é.

Ben Affleck interpretará, em filme, milionário que perde tudo com a crise
Embora esses dados e realidade pareçam tão abstratos e longínquos, tudo está muito perto. Basta puxar papo com quem está aí do seu lado. È o tio da amiga da prima que vai voltar do Japão, o fulano que perdeu o emprego, o siclano que há muito não consegue dormir pelo montante de divididas. Assim, assim …
De tão perto que está, o tema já virou até gancho para algumas mensagens da minha igreja – que nem tem uma tradição tão politizada. Domingo, sem qualquer contexto de teologia da prosperidade, o pastor falou “o mundo está em crise, mas nós em Cristo”. Gostei da ideia.
Não, não estamos imunes ao desemprego, à recessão econômica, aos preços exorbitantes, a apreensão. Mas, se olharmos para Cristo (apenas e totalmente para Ele), conseguiremos passar por tudo isso sem que isso abale a nossa integridade, a nossa alegria … a nossa identidade em Cristo. Não é fórmula mágica. È esperança. È certeza de que além de não estarmos remando sozinhos, estamos navegando a milhas largas para um Porto Seguro.
Tudo bem. Encarar a incerteza da situação dá um baita frio na barriga. E isso, fatalmente, torna essa premissa muitas vezes difícil de ser digerida. Pois bem. É bem aí que vem a fé, a coragem para largar o leme e gritar as coordenadas: “O Senhor é a minha porção, é Ele quem garante meu futuro” (salmos 16:5).
Quando penso assim, mudo completamente o ângulo da minha visão. O alvo sai do meu centro da gravidade e salta para algo tão mais amplo, tão maior. Tão mais imenso que todas crises financeiras, emocionais, espirituais…. juntas. Aí, o que Paulo falou faz todo o sentido:
“De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados. Ficamos perplexos, mas não desesperados. Somos perseguidos, mas não abandonados. Abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Cristo, para que também a vida de Jesus seja revelada em nosso corpo. Pois nós, que estamos vivos, somos sempre entregues à morte por amor a Jesus, para que a sua vida também se manifeste em nosso corpo mortal” (2 Coríntios 4:8 -11)
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Pronto. Fôlego direitinho na garganta. Dedos mais do que treinados.
finalmente, Sinfonia.
Ih, uma fermata *, minha gente. Mais fôlego e ….

… nada da batuta do Maestro baixar. O ar já nem mais existe no pulmão. A mesma nota? impossível segurar
Ela permanece impassível. Enquanto os dedos formigam, o braço dói e o fôlego foge por cada detalhe da entranha. Com uma fermata dolorida dessas, aposto que não vai ter mais ar (ou mesmo vida) para as outras notas
…
A batuta desembaraça um rodopio e ….
a platéia vai ao delírio.
Entre novo fôlego e vigor, o músico se lembra: “é , a prova da fé produz perseverança. E a perseverança deve ser completa, a fim de que a sinfornia (e eu!) seja madura, íntegra, bonita… sem lhe faltar um minuto, uma coisa sequer” (tiago1:3 e 4). Por mais demoradas que parecessem, fermatas eram cruciais para a perfeição do espetáculo …
a sinfonia continua.
* fermata é um sinal musical colocado acima ou abaixo de uma nota ou pausa, que prolonga a duração dos mesmos por mais tempo que o valor estabelecido. Com isso, o tempo da nota fica submetido ao bem querer do Maestro e sua batuta.
Por ter participado de um congresso de surdos das Missões Nacionais (o braço missionário da Convenção Batista – se não me engano), recebi dia desses a imagem abaixo em meu e-mail.
As inscrições vão até o próximo 27 de março. Para participar é preciso preencher uma porção de requisitos – entre eles, ser batista. Bem … tudo bem.
Mesmo assim, a ideia vale para lembrar sobre a responsabilidade nossa no tempo presente, no aqui, no agora. Sem prorrogações.
Embora bem mais longe que um oceano atlântico inteiro, tenho mania de sonhar com a África e com o algum-dia em que para lá irei. Para abraçar aquelas culturas, aprender com aqueles povos, divulgar quem eles são. E, sobretudo, estender o Carinho Maior a cada pedaço de continente em que eu colocar meus pés.
Mas, para ser/viver assim não é preciso atravessar um oceano todo. Basta espremer as pálpebras e olhar para o lado. Tirar um pouco o centro de si. (realmente) Assumir as qualidades que vêm com a desinência cristão:
E tudo isso feito no agora, com quem está do lado. Sem prorrogações …
Mais informações, no site das Missões Nacionais. Sobre a Cracolândia, google. Sobre responsabilidade, confira Mateus 8:19 e 20.
PS: Não percam as esperanças – em breve, voltarão os posts.


