encontro

Era o par de olhos mais tristes que já vi. Deviam ter uns 8, 9 …10, no máximo. Nada além. Mas eram a mais nítida mistura de timidez e desesperança. Um olho nos malabares, outro encarado nos do motorista -estes sim de um verde esperança tão marcante que quase não cabiam nos traços dos rosto.

A esperança estava ali, feita em olhos destoantes. E ela  respondeu ao suplício com um dedo positivo.

Só que ao contrário.

Sobre Talita
Talita Abrantes. Jornalista. Acha que, quando escreve e observa o mundo, consegue organizar um pouquinho de si. Ledo engano. Ela sabe que, lá no fundo, a Suprema Organização ultrapassa a linguagem e o alcance da sua própria visão.

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